Enfio a chave na fechadura, a porta se abre.
Maria Luiza entra.
O sol ilumina a sala, os cabelos de Maria Luiza.
Entro... com o pé direito, bato na madeira da mesa 3 vezes.
Um abraço em Maria Luiza.
Silêncio!
A casa, branda, calma...
A cabeça voa, penso nas outras: Maria Júlia, Ane Gabriele e Ingrid Beatriz.
Um pequeno incômodo... uma agoniazinha.
Maria Luiza sorri.
Esqueço tudo, a essência é outra.
O momento é outro.
Eu sou outro.
O amor não tem fronteiras... é todo o mundo.
É Maria Luiza!
A lua se foi... doce continua o doce mel nos doces lábios de Maria Luiza.
Dias maravilhosos, noites impensáveis.
Como o amor revigora os espíritos fracos, como o amor de Maria Luiza injetou ânimo e perspectiva em minha vida, reinventou-me... me fez nascer novamente.
Como estou feliz!
Além de uma cama quente, um abraço aconhegante, lábios desejosos... um coração apaixonado, o que mais um homem precisa?
Diante da lua enorme que se esparrama como uma estrada de luz mar adentro, agarradinho a Maria Luiza, eu penso nisso.
Ela sabe, entende, sorri... é cúmplice.
Almas gêmeas, caras-metades, amores extraordinários têm o dom de falar com os olhos, com os pelos, as mãos... através da natureza.
Aconchegados estamos, a brisa sopra leve, a noite avança e eu sinto uma grandeza incomensurável dentro do peito.
Amanhã começaremos nova vida, no embalo maravilhoso da rotina dos que se amam.
Incondicionalmente!
Meu Deus, o que há de melhor neste mundo do que um grande luar, o sussurro do mar, um bom vinho e uma maravilhosa mulher... Maria Luiza!
Aqui estamos em silêncio!
Respeito profundo à minha ansiedade, Maria Luiza é pura essência.
Um toque de mãos, um adolescente - eu - angustiado.
Três casamentos, três noites de núpcias, mais três noites de novas núpcias para tentar salvar os casamentos... e nada!
Ainda não aprendi a controlar esta sensação de que estou prestes a cometer um sacrilégio, uma heresia... um crime.
Maria Luiza sorri com minha insegurança.
Abre os braços, me abraça, me beija... me absorve.
Lá fora, o grande luar estende a sua maravilhosa luz sobre o grande mar sussurrante.
Na cama os corpos se enlaçam, a luz se apaga, o amor se consuma... eu me belisco para ver se não estou sonhando.
Ah, Maria Luisa, amor da minha vida!
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