Domingo, 31 de Agosto de 2008
WUAIRA CÉCILE

- Ah, Wuaira Cécile, quando te vi naquele vestido vermelho fiquei tonto!

- Tonto no sentido mais amplo da palavra: zonzo, aturdido, estonteado, atordoado, azoinado, zoina, idiota, aloucado... embriagado!

- Tomei logo 2 cachaças duplas e fiquei te olhando atravessar a rua.

- Falei alto, pra todo mundo escutar: aquela mulher já foi minha!

- Os olhos, o nariz, a boca, a língua, os seios, o coração, as mãos, o umbigo, as coxas, a bonitinha, a bundinha, o bonitinho, as pernas, os pezinhos... tudo meu!

- E continuei: me alimentei do desejo daquela boca, deslizei a língua naquela língua, me afoguei nas lágrimas daqueles olhos, chafurdei no meio daquelas pernas, me acabei na loucura daquela bundinha... me queimei no fogo daquele vulcão.

- E tomei mais 2 cachaças duplas.

- E me silenciei quando você dobrou a esquina.

- E mais 2 cachaças duplas.

- E, na minha cabeça, Wuaira, o vestido vermelho machucava as lembranças, vermelhava o pensamento.

- Pedi mais 2 cachaças e segredei ao garçom a necessidade de uma dose de veneno.

- E engoli as cachaças a seco, sem respirar.

- E a sua imagem se diluiu na névoa da minha apaixonada embriaguez.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 03:43
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Sábado, 30 de Agosto de 2008
VALDECIRA JULIANE

- Ah, Valdecira Juliane, para acalentar seu coração, em sinal de paz, trouxe-lhe uma rosa branca!

- Não está mais aqui quem chamou-lhe vaca.

- E perdôo-lhe pelo "fracassado".

- Que caralho tá havendo com as pessoas que ninguém mais se respeita?

- O amor nasce morto?

- Vende-se o amor nas prateleiras das lojas?

- Não pegamos mais na mão, não damos beijos de chegada, de partida... beijos de boa-noite!

- Não contamos mais estrelas, não elogiamos mais a lua... esquecemos os pores-do-sol!

- Não falamos mais "meu amor", "meu querido", minha querida"!

- Somos apenas pessoas tentando sobreviver diplomaticamente com nossos pares?

- O que vier é lucro?

- O resto é que se foda?

- Eu, Valdecira, quero confessar-lhe uma coisa: quero-lhe muitíssimo bem e tenho o maior prazer em ser seu companheiro... pro que der e vier!

- Mas não quero mais dormir com a faca embaixo do travesseiro.

- Nem fazer boletim de ocorrência em delegacia.

- Nem arrumar mala pra ir embora pelo menos 1 vez por mês.

- Eu peço arrego e vou hastear a bandeira branca no topo do meu coração cansado.

- E, esta noite, vou dormir com os 2 olhos bem fechados.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:24
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008
UBELIZE SIMONE

- Ah, Ubelize Simone, eu queria ter 3 corações para lidar com a sua carência mórbida!

- Um poço sem fundo é o que você é.

- Nem palavras, nem gestos, nem silêncio... nada preenche a sua imensa necessidade de querer sempre mais.

- E mais, e mais, e mais!...

- Como uma terra seca, ávida por água, você foi sugando tudo ao seu redor.

- E foi desertificando o meu coração... o único que eu tinha.

- E estou exaurido!

- Não tenho mais de onde tirar sentimentos, olhares e afagos que lhe agradem.

- Não tenho mais como fazer você sorrir nem como fazer você me amar.

- Sou um homem de 1/2 idade, Ubelize, vazio de afeto!

- E não vejo mais sentido na sua tristeza invencível.

- No seu "você me ama?" sem sal.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:24
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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008
TIBURCIANE VALÉRIA

- Ah, Tiburciane Valéria, a coisa anda feia!

- Tô aqui a 4532 kms de distância de você e não há nada que eu faça que amenize o meu desespero.

- O hábito de dormir com a perna entre as suas pernas, com a cabeça nos seus seios, com a mão no seu vulcãozinho nervoso me tira o sono.

- Me dá olheiras e dores no braço tamanha a quantidade de punhetas que eu ando dedicando a você.

- E me dói a cabeça!

- Porque sei que você não é como eu e não fica perdendo tempo com estas porcariadas de sexo virtual.

- E parte logo pros finalmentes.

- E mata as suas saudades de mim  nos braços de quem quer que seja.

- E grita o meu nome pra amenizar a culpa.

- E continuar no dia seguinte, e no seguinte, e no seguinte...

- E eu, Tiburciane, aqui do alto da minha erótica solidão - e com os cornos doendo - abraço a sua fotografia e sonho que sou eu que estou no meio das suas pernas, com a cabeça nos seus seios, com o pau no seu vulcãozinho nervoso!

- E gemo o seu nome no silêncio da madrugada.

- Me encolho feito uma veadinho acuado.

- E ainda agradeço por você existir!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:11
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Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008
SETEMBRINA ABRIL

- Ah, Setembrina Abril, existe alguma coisa nova no ar!

- Suas asas estão cada vez mais leves.

- As minhas cada vez mais pesadas.

- Minha voz já não é mais tão ativa.

- E sinto que a minha presença não é mais tão importante.

- O que se passa?

- Não estou acostumado com mulheres autônomas... decididas!

- O que fazemos agora?

- Fico por baixo ou por cima?

- Faço o jantar ou cuido das crianças?

- Parece, Setembrina, que o meu mundo está desabando.

- Sou um rei sem súditos!

- Um rei fragilizado com uma panela da Tramontina nas mãos.

- Uma máquina da Brastemp cheia de roupas pra lavar.

- E com uma saudade danada do meu amorzinho de sempre.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:07
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Terça-feira, 26 de Agosto de 2008
RITHELMA LAVINA

- Ah, Rithelma Lavina, você é a minha flor!

- Minha queijadinha.

- O meu amor.

- O meu frisson.

- Mas Augusto João não pensa assim.

- Tô sabendo!

- O corno tá desconfiado!

- Deu de beber!

- De falar merda!

- Anda dizendo: mato um!

- Tomara que cometa suicídio!

- Tô desesperado!

- Porque você, Rithelma, é a medida exata da minha paixão.

- A flor metafórica do meu tesão.

- O espinho afiado da minha consumição.

- E se eu tiver que morrer, eu morro.

- E se eu tiver que matar, eu mato.

- E se eu tiver que sofrer, eu sofro.

- E seu eu tiver que esperar, eu espero.

- E não tô nem aí pra merda nenhuma.

- Tô cego, surdo e mudo.

- E na minha cabeça só você.

- E uma vontade danada de dar uma porrada em Augusto João pra ele deixar de ser besta.

- E sair do meu caminho!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:01
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Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008
QUERÊNCIA LISBELA

- Ah, Querência Lisbela, mágoas são como enxaquecas!

- Às vezes doem, às vezes não!

- Mas estão lá!

- Basta alimentá-las!

- Uma lembrança, um chocolate, uma palavra, uma salsicha... um isso, um aquilo.

- E explodem!

- E jogam na vala das fragilidades a auto-estima dos fortes, dos carentes, dos rejeitados, dos chorões de carteirinha, e dos que não vivem sem dores.

- E machucam os que se sentem injustiçados.

- E espancam os mal-amados e os eternos sofredores.

- E são muito bem definidas.

- Enxaquecas são dores amorfas: só doem!

- Mágoas são dores vivas: doem e gritam!

- E pulam, e choram e esperneiam e, às vezes, Querência, na calada da noite, sacam a navalha e partem pro revide!

- E cortam a garganta de quem as fabricou.

- E os próprios pulsos num impulso irresistível.

- E se vão com a alma lavada... com um sorriso levezinho nos lábios.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:00
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Domingo, 24 de Agosto de 2008
POLIALMA FLORINA

- Ah, Polialma Florina, nosso amor não tem mais aderência!

- Melancolia! Melancolia! Melancolia!

- Padeço de mortal melancolia na turbulência diária da nossa incompatibilidade.

- O furor das palavras, os olhares, as portas trancadas, a louça quebrada, os hematomas...

- E penso: pulo do barco, me debato nas águas revoltas das conseqüências e, com sorte, recompanho a minha vida.

- Com a cueca no corpo... que é o que resta da minha dignidade.

- Ou, Polialma, espero você dormir, fecho a casa, escrevo um poema, abro uma cerveja, ligo o gás, apago a luz, acendo um cigarro...

- E te encontro no inferno!

- Que é o lugar mais adequando para curtimos o nosso amorzinho infernal.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 03:36
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Sábado, 23 de Agosto de 2008
OLINDINA CRÉCIA

- Ah, Olindina Crécia, quantas palavras seriam necessárias para apaziguar o seu coração desiludido?

- Quais palavras?

- Que idioma?

- Que sotaque?

- Na orelha ou no espaço?

- À queima-roupa?

- De manhã?

- À tarde?

- À noite?

- Fortes ou suaves? Lentas ou rápidas? Românticas ou realistas? Emotivas ou racionais? Sérias ou alegres?

- O que faço?

- O que falo, Olindina, para tirar do fundo do seu peito triste um fiapo de esperança?

- Um abraço!

- Um sorriso!

- Um beijo na boca!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:10
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Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008
NAYELLE AMANA

- Ah, Nayelle Amana, sua ausência me cansa!

- Portas, janelas, telefone, e-mails, MSN, Orkut, bilhetes, telegramas, pombos-correio... sinais de fumaça.

- Vigio incansavelmente, dia e noite, todas as possibilidades de chegar até você.

- E suo frio, não durmo, não como, não penso... não trabalho!

- Você! Você! Você!

- Um martelo enorme dentro da minha cabeça!

- Um vazio!

- Uma saudade do seu cheiro!

- Uma ausência de vida, Nayelle, a cada amanhecer!

- Uma agonia!

- Um despeito!

- Um cansaço!

- Uma vontade de você!!!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 08:25
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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008
MIRUELA CELITA

- Ah, Miruela Celita, eu vou lhe dar uma porrada que é pra você ficar esperta!

- Basta eu virar as costas pra você virar o cão.

- o cão não, uma cadela!

- Maquiagem, luzes, decote, minissaia... aquele seu sorriso sem-vergonha na cara.

- E rua!

- Pra baixo e pra cima com aquele seu ar de provocação, de oferecida, que eu conheço bem.

- Não passa nem perto daquela mulher recatada que vai comigo à missa aos domingos.

- Que só faz papai-e-mamãe.

- E nem faz um boquete decente.

- O que tá rolando, minha filha?

- Eu só tenho cara de corno?

- Ou sou!

- Eu vou lhe dar um ultimato: ou você toma jeito ou eu dou um jeito em você!

- Você, Miruela, é mulher e não entende estas coisas de virilidade, de auto-afirmação... de imagem!

- Você tá querendo queimar o meu filme?

- Eu lhe dou uma porrada bem no olho que é pra todo mundo ver que eu sou macho pra caralho.

- E tenho colhões!

- E estão revogadas as disposições em contrário!

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Publicado por Antonio Medeiro às 08:34
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008
KALIRA ROSE

- Ah, Kalira Rose, impossível recompor a nossa história!

- Bem que eu gostaria!

- Mas casais são fontes de mágoas, rancores... coisas mal resolvidas.

- Casais são aves caseiras.

- Perderam a capacidade de vôo.

- Casais são como répteis.

- Só se falam, de verdade, nas furnas do enfrentamento.

- Nos diários julgamentos das culpas.

- Na dor.

- Eu queria esquecer tudo.

- E queria recompor um pedacinho que fosse da nossa atribulada vida - coisas simples: a mão na mão, os olhos nos olhos, a palavra de carinho, os abraços ternos, os beijos ardentes... a libertina delícia dos nossos corpos em chama.

- Aquele nosso ficar deitados juntinhos, quietinhos observando pacientemente, à noite, a solidão das nossas vidas ir-se embora pela fresta da janela.

- Eu queria, Kalira, apagar os nossos erros e plantar em nossos olhos um brilho de felicidade!

- Uma pisca de consentimento!

- Um perdão!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 05:21
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Terça-feira, 19 de Agosto de 2008
LISCÍVIA MAYSA

- Ah, Liscívia Maysa, desde que te conheci fiquei encantado.

- Na minha cabeça: linda, maravilhosa, cabeça, uau, ímpar, segura, independente, etc, etc, etc...

- Na minha poesia: flor/amor//rosa/amorosa//paixão/coração//idolatrada/amada, etc/etc/etc...

- No meu dia-a-dia: 6 horas/saudade, 10 horas/falta, 14 horas/demora, 18 horas/agora.

- À noite: vira, revira, desvira, pau/pau/pau, sua, deita, levanta, pau/pau/pau, dorme, acorda, dorme, acorda, pau/pau/pau, pelada, pelada, pelada, pau/pau/pau, banho, banho, banho, pau/pau/pau.

- De manhã: zumbi.

- E saio pra rua, você a tiracolo, cheio de rompante, orgulho... importante.

- E os amigos, bem eu não entendi qual é a dos meus amigos.

- Me perguntaram se você é o amorzinho que eu tenho cantado em verso e prosa.

- Se é o amorzinho Deus no céu, o amorzinho na terra.

- Respondi que sim.

- Um olhou para o outro... surpresos.

- Pareciam que não sabiam do que eu estava falando.

- Vai ver não conseguiram captar com os meus olhos a sua beleza interior.

- Nem os seus peitos miúdos, a sua bundinha fantástica. a sua boca promíscua e as suas coxas...

- Ah, as coxas, Liscívia!

- É aí que eles não enxergam!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:28
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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008
JAVIÉNE DARLISE

- Ah, Javiéne Darlise, um silêncio vale mais que 1000 palavras.

- Eu sei porque já pratiquei  muitos silêncios.

- Já fiz grandes discursos de silêncios e arranquei lágrimas de dor,  desespero... e angústia.

- Como agora.

- Você no palanque da sua arrogância empunhando um silêncio afiado.

- Eu, ajoelhado a seus pés - capacho - com a sua calcinha na mão, olhando esfomeado a sua melhor porção.

- E você, oradora hábil, afasta com três olhares de silêncio a minha tentativa inútil de ter você nos meus braços.

- E no seu 30º dia de silêncio sou apenas um homem queimando em febre.

- Perfurado no corpo e na alma pelas farpas do seu silêncio homicida.

- Que se acaba, Javiéne, nas noites de solidão sem fim em 1000 punhetas desaforadas.

- E um sofrerzinho de abandono.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 05:03
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Domingo, 17 de Agosto de 2008
IKELDA LÍRIA

- Ah, Ikelda Líria, dizem que o amor é cego!

- Mentira!

- Cega é a  paixão!

- Que depois que começa a enxergar vira amor.

- Que depois vira palavras.

- Que depois vira afeto.

- Que depois vira amigo.

- Que depois vira irmão.

- Ah, Ikelda, a grande  prova do que estou falando é você!

- Você é uma irmã maravilhosa!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:43
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Sábado, 16 de Agosto de 2008
HABELLE LAÍS

- Ah, Habelle Laís, eu não posso dizer que sou feliz nem infeliz!

- Sou assim como você: 1/2 que de lua!

- Vou daqui, vou dali, chio, calo, deprimo, angustio, rio, choro, bato o pau na mesa, arranco os cabelos... palavrões, bravatas, gritos.

- Estas coisas de gente casada... 1 dia eu, outro você.

- Estes atos falhos de pessoas que viveram outras vidas, outras verdades... e esqueceram como era bom.

- Aos trancos e barrancos, como você, vou cumprindo o meu papel... a meio pau.

- Danço conforme a valsa, durmo conforme a noite, como conforme a prato, vivo conforme o humor e te amo conforme a hora.

- De novo?

- É você estar aprendendo espanhol e ter internacionalizado o nosso velho e adorável ranço.

- Agora, Habelle, sou cantado em verso e prosa em 2 línguas: "babaca", "hijo de su madre", "cachorro", "cabrón", "palhaço", "inútil", "maricón", "fracassado", "tonto", "safado", "bastardo", "folgado", "hijo de puta".

- E, como você, entra por aqui, sai por ali!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:55
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Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008
GILMA ELISA

- Ah, Gilma Elisa, bom mesmo era nos tempos em que éramos lagartixas!

- Que deslizávamos pela cama, pelo chão, subíamos pelas paredes e grudávamos no teto, por horas e horas, um enrolado no outro, num encantamento libidinoso.

- E descíamos novamente pelas paredes, e começávamos de novo, e saíamos do quarto, rolávamos pelas escadas, engatinhávamos pelas ruas, e amanhecíamos - simbiose humana - nos braços do sol que nascia no horizonte das nossas vidas libertas.

- E, naqueles tempos, perdíamos partes e partes e elas teimosamente renasciam num eterno doer e desdoer.

- E éramos plenos!

- E não éramos sós!

- Éramos nós!

- Éramos dois agrupados num só corpo, numa só alma, num só ritual.

- O ritual puro e belo da vida... a liberdade sem fronteiras.

- O amor sem hora pra sair, sem hora pra chegar.

- O amor que ama, respeita, multiplica... soma!

- O amor, Gilma, que gostava de ser feliz... e deixava ser feliz.

- E era!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 05:27
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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008
FAMÉLIA BIANCA

- Ah, Famélia Bianca, eu vou rasgar o verbo!

- Chega de enrolação!

- Mulher, você pensa que eu não saco qual é a sua?

- Deixa de ser dissimulada, cara-de-pau, sacana!

- Você é o antro do fingimento!

- Você é a maior artista que eu conheci até hoje.

- Você, nos últimos 5 anos simulou - contados na ponta dos dedos - 4533 orgasmos e me culpou pelos outros 1239 que você simulou não ter.

- Mas e com Leviano Augusto, como é que é?

- Pensa que eu também não estou sabendo?

- Com você, Famélia, a partir de hoje, só por trás... 3 vezes ao dia!

- Não é o que você gosta de fazer comigo?
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:14
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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008
ELIZERNA CRISTIANE

- Ah, Elizerna Cristiane, falar nós falamos até pelos cotovelos!

- Precisamos aprender a conversar.

- Em matéria de agressão somos hors concours.

- Em comunicação estamos na idade da pedra.

- Somos como crianças disputando 1 doce.

- Dois animais lutando pela caça.

- Somos amores equilibrando no fio da navalha.

- Vamos, Elizerna, primeiro aprender pontuação: eu falo, você ouve; você fala, eu ouço... e ponto final!

- Daí é só uma questão "de aprender a respirar".

- E a engolir, em goles suaves, os espinhos das palavras ácidas.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:28
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Terça-feira, 12 de Agosto de 2008
DESDÊMORA LÍSIA

- Ah, Desdêmora Lísia, por 20 anos andei à sua procura!

- Subi montanhas, desci rios, naveguei por 7 mares... fiz promessas.

- E solitário atravessei todos os desertos da alma.

- E quebrei todas as pedras do mundo.

- E culpei Deus pela minha tristeza.

- E você, Desdêmora, sempre esteve no lugar de sempre!

- À minha frente, de braços abertos, o coração na mão...

- Implorando desesperadamente o amor do seu amor cego.
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Publicado por Antonio Medeiro às 07:39
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Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008
CRISTÁLIDA LUZ

- Ah, Cristálida Luz, amor é olho no olho!

- Silêncio!

- Um leve ausentar-se do instante.

- Uma simbiose de auras.

- Um não ter palavras já que todas foram ditas.

- Amor, Cristálida, é só olho no olho!

- O resto é apenas a dor residual do que se pensou amar.
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Publicado por Antonio Medeiro às 06:16
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Domingo, 10 de Agosto de 2008
BENÉCIA FÁTIMA

- Ah, Benécia Fátima, você sabe que depois de 3 ou 4 copos eu não me responsabilizo pelos meus atos!

- Eu viro o bicho!

- Falo, giro, agito, danço, saracoteio, brigo... faço merda pra caralho!

- Então não me enche o saco que eu não sabia o que estava fazendo.

- O fato de eu ter dado um beijo na boca de Marlete Alvina não justifica os seus atos.

- Quem beijou Marlete Alvina não fui eu!

- Foram as 12 Brahmas que eu tomei na Barraca do Pé na Areia.

- Então, Benécia,  abaixa a crista, veste um vestido bem bonito e vamos pra Barraca do Catolé dançar O Peba na Pimenta até dar bolhas nos pés.

- Depois eu levo você pra comer um Picado de Bode na Barraca da Pracinha.

- E lhe dou um agradinho que eu comprei pra lhe agradar.
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Publicado por Antonio Medeiro às 07:16
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Sábado, 9 de Agosto de 2008
ALÉXIA PAULETTI

- Ah, Aléxia Pauletti, imagina um mundo onde existisse só eu e você!

- Ninguém pra você ter ciúmes.

- Pra você desconfiar.

- Pra você se encarnar.

- Aí, sim, nós seríamos felizes pra sempre!

- Isto se não existissem os seus sonhos!

- Onde estou sempre pronto pra cair nos braços da outra.

- Pra beijar a boca da outra.

- Ser o amor da outra.

- Esses seus sonhos, Aléxia, meus verdadeiros pesadelos quando amanhece o dia!

- Quando, na ponta da sua língua, eu pago - a peso de palavras duras - todas as minhas traições noturnas.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 06:33
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Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008
ZILEINA RYLKA

- Ah, Zileina Rylka, quem é você?

- Que chegou, bagunçou a minha vida e me abandonou como um cachorro sem dono.

- O que é você?

- Uma bruxa?

- O que faz você?

- A ira de todos os amores que sacrifiquei?

- A essência metafórica da minha eterna culpa?

- O meu remorso?

- Piedade, Zileina, que de mim só sobrou o seu nome!

- Que mora absoluto na minha boca insana!
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Publicado por Antonio Medeiro às 06:05
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Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008
YAOLLA CHARLISE

- Ah, Yaolla Charlise, esta noite eu tive um sonho!

- E conheci você no meu sonho.

- Sentada, em paz, você contemplava o mar.

- E quando olhei você me olhou... e sorriu!

- Eu fiquei ali olhando... sonhando!

- Se eu soubesse, Yaolla, que era um sonho eu não teria acordado!
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:52
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Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008
WALCÉIA CELINA

- Ah, Walcéia Celina, a todo instante falamos de amor!

- Amor de pais, de mães, de filhos, de amigos, animais... amor de homem/mulher.

- O amor, parece, é a meta uníssona das pessoas.

- Todos o procuram, todos o desejam, todos cantam os seus encantos... as suas mazelas.

- O amor é poderoso!

- Pena que ele seja um sentimento escorregadio, que age sorrateiramente pelas vielas do coração e nem sempre deixa na boca o doce - segundo dizem - mel da felicidade!

- Hoje, Walcéia, amanheci com a boca amarga!

- E vi o vulto do amor passar de relance pelo reflexo dos seus olhos no espelho do banheiro.
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Terça-feira, 5 de Agosto de 2008
XAVIENA ANASTÁCIA

- Ah, Xaviena Anastácia, ontem bateu uma saudade danada dos tempos que não voltam mais!

- Daqueles tempos em que caminhávamos de mãos dadas todas as tardes dos nossos dias.

- E depois sentávamos no banco da praça pra ficar olhando a lua.

- E todos os dias, como se fosse a primeira vez, eu - sorrateiramente - lhe roubava um beijo.

- E você sorria e se aconchegava no meu ombro como se fosse, também, a primeira vez que era beijada.

- E, em silêncio, ficávamos ali, aquela lua enorme a nos olhar, como se o mundo se resumisse naquele banco de praça.

- Eu, Xaviena, era feliz e não sabia!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 06:41
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Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008
VENÍCIA LENA

- Ah, Venícia Lena, conviver é uma arte!

- A arte da renúncia.

- Do falar.

- Do calar.

- Do escutar.

- Do agradar.

- Do dar-se.

- Do receber.

- Do respeitar.

- Con(você)viver, Venícia, foi a minha obra-prima... a obra definitiva!

- Sublimado e experimentado estou pronto para negociar a paz no Oriente Médio.
.
(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 05:44
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Domingo, 3 de Agosto de 2008
UÁRIA GEILZA

- Ah, Uária Geilza, estive pensando!

- Quando te conheci você não falava um nada, era uma mulher cordata.

- Eu não gostava disso!

- Queria você emitindo sua opinião  sobre nós: sexo, dinheiro, relacionamento, lazer, amigos, consumo, viagens, filhos, cachorros, cidade... vida!

- Insisti! Insisti! Insisti!

- Até que me arrependi!

- Que merda é esta?

- De uma hora pra outra - do mar do nada - emergiu uma mulher furiosa, armada até os dentes, espumando o canto da boca, atirando farpas pra todos os lados... uma mulher sem acordo nenhum?

- Querendo o quê?

- Enfiar, Uária, minha cabeça abaixo 33 anos do seu silêncio absoluto?

- Do seu silêncio - agora sei - azedo e ensurdecedor?
.
(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 09:39
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Sábado, 2 de Agosto de 2008
TANIEVE MARLENE

- Ah, Tanieve Marlene, aquela melada de cueca/calcinha - a primeira - na parede do metrô da Sé foi foda!

- Aquela noite dividiu a minha vida em 2 épocas distintas: antes da melada da cueca/calcinha, depois da melada da cueca/calcinha.

- Não sei, alguma coisa mudou no meu conceito de tesão!

- Eu não tinha mais um pau!

- Naquela noite eu coloquei um vulcão incandescente - você - dentro da cueca.

- Eu era o fálico pico, você a fervente boca do nosso vulcão em chamas.

- E as nossas erupções intermináveis incendiaram as madrugadas insones de São Paulo.

- E nem os bombeiros, Tanieve, com suas máquinas possantes apagaram o fogo da nossa paixão incendiária!
.
(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 05:54
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Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008
SAHILA FIONA

- Ah, Sahila Fiona, todos os dias da minha vida são iguais!

- Enfadonhamente iguais!

- Segunda: te amar. Terça: te amar. Quarta: te amar. Quinta: te amar. Sexta: te amar. Sábado: te amar. Domingo: te amar. Segunda: te amar de novo. Terça: te...

- Conversar: sobre você!

- Beleza: você

- Inteligência: você!

- Sonhar: com você!

- Felicidade: você!

- Meu norte: você!

- Concordar: com você!

- Mas tem uma coisa com a qual eu não concordo com você até hoje: você ter ido embora de casa pra viver com Amácio Manoel!

- O que eu faço, Sahila, com o meu 'tudo é você'?

- Com o meu 'amor é você'?

- Com a minha 'vida é você'?

- Compro uma navalha Solingen e espero o amor transbordar?
.
(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 07:19
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