Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008
IANKA NORA

Solidão a dois, Ianka, é a nova moda!

Eu saio de casa às 8:00, você às 10:00.

Eu chego às 18:00, você às 20:00.

Cansados, procuramos nossos cantos.

Você, a novela.

Eu, a Internet.

Na cama, o amor malfeito.

Rápido, frio... obrigatório.

Sono!

O dia nasce!

Um oi sem convicção!

Um tchau!

Na rua, um cansaço existencial.

E tudo se repete exaustivamente.

Dia após dia!

Sem dó... nem piedade!

Sem solução!!!
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Música: Cotidiano - Chico Buarque

Publicado por Antonio Medeiro às 06:04
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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008
BALZACA LARA

O amor, Balzaca, é compulsivo!

Alegria, tristeza... compulsivas!

Tesão, broxada... compulsivos!

Diálogo, monólogo... compulsivos!

O mel... compulsivo!

A merda... compulsiva!

O vai se fuder... compulsivo!

O você me ama?... Compulsivo!

Fora!... Compulsivo!

Errei!... Compulsivo!

Tá perdoado!... Compulsivo!

Casais... compulsivos!

A vida... compulsiva!

A compulsão... compulsiva!
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Música: Fixação - Kid Abelha

Publicado por Antonio Medeiro às 05:10
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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008
ZOLANE CÉU

Ontem, Zolane, revirando o meu baú de recordações achei uma carta sua.

De amor, do tempo que ainda existia isso.

Assim:

Querido Júlio Marcos.

Sozinha, na solidão da noite, me encontro.

Sua ausência é um monstro indescritível.

Meu coração pena!

Meu amor!

Minha alma!

Meu eu!

Minha vida!

Saudades! Saudades! Saudades!

Li, reli e treli!

Bateu um troço ruim!

A letra é sua, mas não foi você quem escreveu!

Como pode um general ser capaz de tamanha sensibilidade?

Você não tem coração, Zolane.

Nem alma!!!
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Música: Ninguém Merece - Zeca Pagodinho

Publicado por Antonio Medeiro às 05:32
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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008
IOLI DONNA

Sabe, Ioli, outro dia me mandaram um e-mail perguntando se eu realmente era casado!

E que, se eu fosse, você era uma santa para agüentar as minhas bobagens, essas merdas todas que eu falo.

Essa mulherada toda?

Minhas amantes?

Ô falta de imaginação!

Tudo é você, Ioli!

Todas são você!

Ainda preciso escrever 358.455 besteiras pra completar você.

Você é a minha metade feminina.

Meu amor, a minha dor.

Você é foda, a minha santa do pau oco, o assunto da minha vida.

O meu ponto final!
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Música: Nada Por Mim - Paula Toller

Publicado por Antonio Medeiro às 04:01
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Domingo, 23 de Novembro de 2008
DALVINA ELEOTÉRIA

Ouvindo a música do Cazuza, Dalvina, pensei em nós dois!

Assim:

 

"O teu amor é uma mentira
que a minha vaidade quer,
e o meu poesia de cego
você não pode ver,
não pode ver que no meu mundo
um troço qualquer morreu,
num corte lento e profundo
entre você eu.
O nosso amor a gente inventa
pra se distrair,
e quando acaba a gente pensa
que ele nunca existiu."

 

A música é um rock, mas gostaria que fosse um bolero

A nossa música oficial.

O nosso hino.

Porque o bolero é a música da passionalidade, do corno, do desesperado, do suicida.

Dos grandes perdedores.

Dos homens e mulheres que cantam e choram seus grandes amores.

O bolero somos nós na penumbra da nossa volúpia

No meio da fumaça do nosso tiroteio.

No fundo dos nossos corações selvagens.

Do nosso amor sem limites!

Da nossa paixão avassaladora.

E, diariamente, efêmera!
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Música: O Nosso Amor A Gente Inventa - Cazuza

Publicado por Antonio Medeiro às 05:32
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008
XAÍRA LÉZIA

Eu vi sua foto, Xaíra, num bar na Praia de Pipa!

Alegre, gostosona... com aquele seu biquíni amarelo.

Aquele que só cobre 10% da sua melhor porção.

Pedi uma cerveja e comecei a me lembrar daquela noite na Praia do Amor.

Lua, mar, silêncio... a cabeça cheia e nós dois, sob o manto de estrelas, a navegar no paraíso.

Dos corpos... da alma.

Da ânsia de viver.

As coxas nas coxas.

A boca na boca.

O canto da sereia.

E seu biquíni amarelo indo e vindo ao sabor das ondas.

E nós dois indo e vindo ao sabor do desejo.

Pra baixo e pra cima!

Com a lua como testemunha.

E o seu gemido como melodia de fundo.

Eternamente!!!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Música: A Noite Do Prazer - Cláudio Zoli

Publicado por Antonio Medeiro às 04:02
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Domingo, 16 de Novembro de 2008
WALLY FRIDA

Todos os dias, Wally, eu escrevo um troço para o nosso amor!

Acho que as pessoas já estão de saco cheio.

Mas eu não ligo!

Vou continuar batendo na mesma tecla.

A gente não precisa viver assim.

Eu escrevo porque o nosso amor é podre.

Alguém tem que alertar o mundo sobre isto.

Todos os dias é a mesma ladainha.

Deixe disso, deixe daquilo, você é isso, você é aquilo, isso pode, isso não pode.

O nosso amor não flui.

Não deslancha.

Parece que estamos com as mãos e os pés amarrados.

Os corações gelados.

As almas mutiladas de emoções.

Somos carcereiros de nós mesmos!

Eu preciso falar... e muito!

Amanhã escreverei de novo!

Um troço para o nosso amor.

Não posso fazer nada!

Se você não gostar, não leia!

Não tô nem aí!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Música: É Preciso Saber Viver - Titãs

Publicado por Antonio Medeiro às 06:08
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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008
RÂMISA ELEONORA

O último dia das nossas vidas conjuntas, Râmisa, não será o último!

Mesmo na idade dos 'entas' somos ainda jovens.

Capazes de reviver/reamar/reapaixonar.

Capazes de arrepiar, de se produzir, vestir uma roupa 'da hora' e sair por ai à procura da vida.

Que pulsa sorrateiramente no fundo do meu coração dividido.

Que ainda te ama pra caralho!

Minha cinqüentona maravilhosa!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Música: Todo Sentimento - Nana Caymmi

Publicado por Antonio Medeiro às 05:09
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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008
ÉVILA SUELI

Ás vezes, Évila, eu consigo capturar o momento que seus olhos dizem que você me ama!

Mas é tão rápido que não dá pra segurar.

Eu queria perpetuá-lo, mas é impossível!

E fico de olho, aguardando o próximo momento.

São raros!

Mas vêm!

E eu vivo e respiro o momento dessa confissão.

Que me leva ao céu e me faz acreditar que ainda podemos ser felizes.

Eu&Você!

No nosso assoberbado mundo de desforras!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Música: Dia Branco - Elba Ramalho

Publicado por Antonio Medeiro às 05:36
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Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008
QUILMA MARGOT

Só uma coisa, Quilma, me entristece!

Ser xucro feito uma mula nos assuntos do amor.

Empacado, lerdo... babaca!

Eu só queria olhar nos seus olhos e dizer: porra, mulher, você é o máximo!

Linda, generosa, chique... a voz do meu coração!

Mas não!

Nem bilhete, nem e-mail... nem sinal de fumaça.

Nem um arrepio!

E, aos poucos, você vai escorrendo pelos vãos dos meus dedos.

E eu continuo na idade da pedra dos sentimentos.

Sentado sobre a estupidez da minha educação de macho.

Cagando de medo de lhe perder!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Música: Jura Secreta - Simone

Publicado por Antonio Medeiro às 02:26
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008
KUYRA GRACINHA

Fernando Pessoa, no poema "Tenho Dó Das Estrelas", diz:

 

"Tenho dó das estrelas
Luzindo há tanto tempo,
Há tanto tempo...
Tenho dó delas.

 

Não haverá um cansaço
Das coisas
De todas as coisas,
Como das pernas, ou de um braço?"

 

Parodiando:

 

Tenho dó de nós dois
Amando há tanto tempo,
Há tanto tempo...
Tenho dó de nós dois.

 

Não haverá um cansaço
Do amor
De todos os amores,
Como do meu, ou do seu?

 

Confesso: lembrei-me do poema porque amanheci cansado... muito cansado!

E não vejo a hora de a noite chegar pra eu cair no sono.

E esquecer, Kuyra, como o amor, às vezes, é  enfadonhamente intransigente!

E chato!!!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Música: Mentiras - Adriana Calcanhoto

Publicado por Antonio Medeiro às 04:49
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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008
CYNÍLIA BIELLA

Ah, Cynília Biella, há muito tempo ando atrás do pote de ouro do fim do arco-íris!

Amo coisas abstratas!

Sonhos impossíveis!

E é o que me segura no mundo real.

Me deixa respirar.

E acreditar que a vida pode ser suave, leve... livre dos pecados que carrego nas costas.

Das culpas sem remédio, dos remorsos sem perdão.

Da minha insustentável e terrível leveza.

Do meu amor sem chão.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Música: Fly Me To The Moon - Paula Toller

Publicado por Antonio Medeiro às 04:06
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Terça-feira, 30 de Setembro de 2008
ALDEANEVES MEIRE

Ah, Aldeaneves Meire, o amor anda me enchendo o saco!

Eta bicho matreiro!

Eta bicho instruído que faz gente sofrer!

E quero dizer uma coisa: tô farto de amor!

Tô por aqui!

E juro: eu queria aprender a te odiar!

Só pra te sacanear... te fazer chorar!

Eu tô traumatizado, Aldeaneves, com os últimos acontecimentos!

Eu acho que piramos de vez!

Cadê o nosso bom senso, minha filha!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Música: Grito De Alerta - Gonzaguinha

Publicado por Antonio Medeiro às 04:36
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Terça-feira, 23 de Setembro de 2008
TERCILÍCIA SABRINE

- Ah, Tercilícia Sabrine, às vezes eu tenho vontade de relaxar as minhas defesas de macho e me abrir com você!

- Dizer que te amo, que morro de medo de ficar sem você, que você á a minha cara 3/4... a minha mãe!

- Mas ser macho neste mundo de idiotas machos não é fácil!

- E eu tenho que manter o meu perfil de canalha!

- De macho idiota!

- Pro que der e vier!

- Aí, Tercilícia, é que mora a merda!

- Eu não posso me dar ao luxo de deixar de fingir que sou macho.

- Por isso é que de vez em quando, só pra manter as aparências, eu lhe dou umas porradas pra você largar de ser besta.

- E não ficar esperando estas viadagens da minha cabeça.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Música: Com açúcar com afeto - Chico Buarque

Publicado por Antonio Medeiro às 04:39
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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008
ODALISCA SARAH

- Ah, Odalisca Sarah, apesar de tudo ainda tenho 789 poemas na agulha da minha emoção!

- Todos pra você!

- Sem demagogia!

- Sem falsas pretensões!

- São apenas poemas!

- E a sua presença em cada um deles, Odalisca, é visceral!

- E todos são tirados a fórceps... mental!

- Eu, ou os poemas, deveria ter morrido logo no primeiro.

- É que o amor às vezes não mata!

- Apenas se transforma em poesia!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Música: Eu sei que vou te amar - Vinícius de Moraes&Maria Cr

Publicado por Antonio Medeiro às 04:41
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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008
NARDILLA PAULA

- Ah, Nardilla Paula, chega de conversa fiada!

- Hoje não tem batalha e pronto!

- Levante a bandeira branca... eu já levantei a minha!

- E vamos, Nardilla, sair de mãos dadas, sentar no banco da praça e ficar um minutinho, que seja, em paz!

- A contar estrelas e a enfeitar a lua com adjetivos.

- E quem sabe, com sorte, pode pintar um beijo na boca.

- Duas palavrinhas de carinho!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Música: O inverno do meu tempo - Cartola

Publicado por Antonio Medeiro às 04:35
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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008
LIGIETE CARLI

- Ah, Ligiete Carli, o que você quer de mim?

- Palavras de amor?

- Impossível!

- O romantismo morreu!

- O último romântico morreu ontem... de tédio!

- E palavras como amo, luar, querida, linda, olhos, maravilhosa, perfeita estão com os dias contados.

- E meu saco pro seu romantismo brega também!

- Chega de frescuras!

- Eu quero, Ligiete, transar sem precisar dizer 'amo' umas trocentas vezes por foda!

- Essa porra é 500 vezes mais broxante do que 'quando eu lhe conheci!...'

- 1000 vezes mais irritante do que 'você não me ama mais!'

- E 2000 vezes mais caralhal do que 'precisamos discutir a nossa relação!'

- Quer mais ou chega?
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Música: Último Romântico - Lulu Santos

Publicado por Antonio Medeiro às 05:26
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Domingo, 14 de Setembro de 2008
KUALINA LÉSIA

- Ah, Kualina Lésia, eu queria tanto que você se libertasse da sua condição de mulher!

- Mas, porra, como é difícil!

- O mundo inteiro tá querendo matar o patriarcado/machismo e você, vítima numerada na testa, o defende com o fio das suas garras.

- Não sei mais o que fazer!

- Acho que vou decretar: você, Kualina - minha companheira - está livre!

- Você é uma mulher livre, não de mim que nunca fui seu dono, mas da sua subserviência aos padrões masculinos.

- (...)

- Não, Kualina, eu não bebi!

- Nem estou doido!

- Nem deixei de lhe amar!

- E, por favor, não precisa se matar!

- (...)

- Tudo bem, volte pra sua cela!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Música: De mais ninguém - Marisa Monte

Publicado por Antonio Medeiro às 05:18
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Terça-feira, 9 de Setembro de 2008
FANNY LECY

- Ah, Fanny Lecy, ontem mastiguei até as tampas das 3 garrafas de uísque!

- Ressaca desgraçada!

- Sentado, na praia, observo o mar.

- E penso em você!

- Os cornos doem!

- Procuro a 4ª garrafa, o mar levou!

- Quisera ter colocado uma mensagem dentro dela.

- Um pedido de perdão em todas as línguas do mundo.

- Para que onde atracasse, Fanny, entendessem o meu amor desesperado.

- Que já não serve pra nada!

- Nem para escrever um poema.

- Que a inspiração se foi com você!

- Abraçada com João Antônio, aquele filho-da-puta desalmado!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Música: Buena Vista Social Club - Cuba Havana Salsa

Publicado por Antonio Medeiro às 04:46
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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008
EGA MARIE

- Ah, Ega Marie, 7 anos tinha o nosso amor, um amor de amor!

- 7 meses de minha flor!

- 7 semanas de por favor!

- 7 dias de bom ator!

- 7 horas de o que foi?

- 7 minutos de já se foi!

- 7 segundos de uma puta dor!

- E eu, Ega, chorando as pitangas pelo que passou!

- E você?

- Evaporou!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Música: Amor, amor- Gipsy Kings

Publicado por Antonio Medeiro às 04:21
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Sábado, 6 de Setembro de 2008
CONSTANCE MERCEDES

- Ah, Constance Mercedes, entre uma crise e outra vamos sobrevivendo!

- Tu com as tuas infernais TPMs, eu com os meus neuróticos ataques de ranço.

- A vida a 2 é assim mesmo!

- Hoje eu te suporto, amanhã me suportas!

- E vamos!

- Uma porrada, uma ralada de bucho; um palavrão, um esfrega-esfrega; um empurrão, um beijo na boca; um pega-pra-capar, uma foda imortal; um choro, uma promessa de paz.

- E a manhã dos amantes - exata - amanhece em nuanças 1/2 incertas!

- E 1/2 que na obrigação nos abraçamos e começamos novamente.

- E as manhãs, Constance, são enfadonhamente intermináveis!
..
(Fonte: Texto - Autoria de Tõeroberto)
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Música: Sodade - Cesária Évora

Publicado por Antonio Medeiro às 04:52
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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008
BARBARENA SUMIKO

- Ah, Barbarena Sumiko, não acredito que o nosso amor seja uma farsa... tudo mentira!

- Li, outro dia, que este negócio de amor romântico, esta merda que eu sinto por você e você sente por mim não existia.

- Que inventaram tudo!

- Pra organizarem as coisas de acordo com os seus interesses - interesses deles, sujeitos ocultos.

- Que antes ninguém estava nem aí pra porra nenhuma!

- Ninguém sofria por ninguém, ninguém se matava por ninguém, ninguém amava ninguém, ninguém se apaixonava por ninguém.

- Besteira, mas dizem que não havia diálogo, monólogo, ciúme, ansiedade, tristeza, agonia, angústia, espera, esperança, sofrimento, desespero, solidão, lealdade, fidelidade, rejeição... prisão!

- Se não existia, quem foi o idiota que inventou esta merda?

- O Marquês de Sade?

- O demônio?

- A Globo, pra fazer novela?

- Ou, Barbarena, nós dois para fugirmos do tédio da solidão a 2?

- Da nossa rotina sem sal?
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Música: Pero te estranho - Andrea Bocelli

Publicado por Antonio Medeiro às 04:58
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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008
ALIANZA DEMÉTRIA

- Ah, Alianza Demétria, verdade seja dita!

- Você deposita confiança demais na minha capacidade de fazê-la feliz.

- Quem sou eu, meu Deus?

- Um simples infeliz que, de manhã, mal consegue se olhar no espelho sem se angustiar.

- Eu sou um fodido!

- Como posso fazer por alguém algo que eu quero que façam por mim?

- Eu também procuro nos outros a personificação da minha felicidade.

- Eu também quero ser feliz!

- Aos trancos e barrancos!

- Então, por favor, pare de me olhar com esta cara de pidona e caia na real!

- Eu não sou o fiel depositário da sua felicidade.

- E nem o porto seguro para o seu barco avariado.

- Sou apenas um homem... um pobre coitado!

- Réplica, Alianza, das suas veleidades!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Música: Trista Pena - Gipsy Kings

Publicado por Antonio Medeiro às 04:03
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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008
ZÂMARA LIALMA

- Ah, Zâmara Lialma, o que nos leva a crer que o amor do "eu sou só seu, você é só minha" é o ideal para as nossas vidas?

- Esta fórmula não é uma fábrica de infelicidade?

- Não somos todos infelizes sem saber exatamente o porquê?

- Não somos capazes de amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo?

- Por que amamos dezenas de comidas, de lugares, de músicas, de livros de amigos e somos obrigados a amar uma única pessoa?

- Não está na hora de revermos os nossos conceitos?

- De questionarmos a ordem social castradora e ultrapassada?

- Vou levantar uma bandeira: abaixo a monogamia, bem-vindo o poliamor!

- E vamos abrir em praça pública o cofre secreto dos amores proibidos.

- E comemorar o dom da liberdade com muito vinho e uma grande orgia greco-romana.

- E vamos, Zâmara, bater asas e flutuar suavemente sobre os horizontes desconhecidos!

- Em busca do tempo perdido!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Música: Sous le ciel de Paris - Yves Montand

Publicado por Antonio Medeiro às 04:19
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Terça-feira, 2 de Setembro de 2008
YASMINA MADONNA

- Ah, Yasmina Madonna, eu sou tão louco, mas tão louco por você que eu tô louco... louquinho de dar dó!

- Louco, louco de pedra, louco de dar murro em ponta de faca, louco de carregar água em peneira, louco de fazer acordo com o diabo, louco de dar nó em pingo d'água, louco de sair pelado pela rua, louco de pular na frente de trem.

- Louco! Louco! Louco!

- O que é mais louco do que um homem louco por uma mulher?

- Louco pela alma, pelo corpo, pelo cheiro, pelo movimento, louquíssimo pela mulher - Yasmina -  que mora, e dança, e ri, e canta, e dorme por toda a extensão da minha loucura.

- Louco! Louco! Louco!

- Louco de não dormir, não comer, não pensar, não trabalhar, não respirar... não viver!

- Louco de subir no parapeito do 25º andar.

- E, como Anthony Quinn, dançar a trilha sonora de Zorba, o Grego...

- Com uma perna só!

- Gritando, feito um louco, o seu nome.

- E pronto, Yasmina, para alçar o maior vôo da minha vida!

- E sublimar minha loucura nos paralelepípedos da rua da cidade adormecida.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 02:58
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Sábado, 30 de Agosto de 2008
VALDECIRA JULIANE

- Ah, Valdecira Juliane, para acalentar seu coração, em sinal de paz, trouxe-lhe uma rosa branca!

- Não está mais aqui quem chamou-lhe vaca.

- E perdôo-lhe pelo "fracassado".

- Que caralho tá havendo com as pessoas que ninguém mais se respeita?

- O amor nasce morto?

- Vende-se o amor nas prateleiras das lojas?

- Não pegamos mais na mão, não damos beijos de chegada, de partida... beijos de boa-noite!

- Não contamos mais estrelas, não elogiamos mais a lua... esquecemos os pores-do-sol!

- Não falamos mais "meu amor", "meu querido", minha querida"!

- Somos apenas pessoas tentando sobreviver diplomaticamente com nossos pares?

- O que vier é lucro?

- O resto é que se foda?

- Eu, Valdecira, quero confessar-lhe uma coisa: quero-lhe muitíssimo bem e tenho o maior prazer em ser seu companheiro... pro que der e vier!

- Mas não quero mais dormir com a faca embaixo do travesseiro.

- Nem fazer boletim de ocorrência em delegacia.

- Nem arrumar mala pra ir embora pelo menos 1 vez por mês.

- Eu peço arrego e vou hastear a bandeira branca no topo do meu coração cansado.

- E, esta noite, vou dormir com os 2 olhos bem fechados.
..
(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:24
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Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008
SETEMBRINA ABRIL

- Ah, Setembrina Abril, existe alguma coisa nova no ar!

- Suas asas estão cada vez mais leves.

- As minhas cada vez mais pesadas.

- Minha voz já não é mais tão ativa.

- E sinto que a minha presença não é mais tão importante.

- O que se passa?

- Não estou acostumado com mulheres autônomas... decididas!

- O que fazemos agora?

- Fico por baixo ou por cima?

- Faço o jantar ou cuido das crianças?

- Parece, Setembrina, que o meu mundo está desabando.

- Sou um rei sem súditos!

- Um rei fragilizado com uma panela da Tramontina nas mãos.

- Uma máquina da Brastemp cheia de roupas pra lavar.

- E com uma saudade danada do meu amorzinho de sempre.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:07
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Terça-feira, 26 de Agosto de 2008
RITHELMA LAVINA

- Ah, Rithelma Lavina, você é a minha flor!

- Minha queijadinha.

- O meu amor.

- O meu frisson.

- Mas Augusto João não pensa assim.

- Tô sabendo!

- O corno tá desconfiado!

- Deu de beber!

- De falar merda!

- Anda dizendo: mato um!

- Tomara que cometa suicídio!

- Tô desesperado!

- Porque você, Rithelma, é a medida exata da minha paixão.

- A flor metafórica do meu tesão.

- O espinho afiado da minha consumição.

- E se eu tiver que morrer, eu morro.

- E se eu tiver que matar, eu mato.

- E se eu tiver que sofrer, eu sofro.

- E seu eu tiver que esperar, eu espero.

- E não tô nem aí pra merda nenhuma.

- Tô cego, surdo e mudo.

- E na minha cabeça só você.

- E uma vontade danada de dar uma porrada em Augusto João pra ele deixar de ser besta.

- E sair do meu caminho!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:01
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Domingo, 24 de Agosto de 2008
POLIALMA FLORINA

- Ah, Polialma Florina, nosso amor não tem mais aderência!

- Melancolia! Melancolia! Melancolia!

- Padeço de mortal melancolia na turbulência diária da nossa incompatibilidade.

- O furor das palavras, os olhares, as portas trancadas, a louça quebrada, os hematomas...

- E penso: pulo do barco, me debato nas águas revoltas das conseqüências e, com sorte, recompanho a minha vida.

- Com a cueca no corpo... que é o que resta da minha dignidade.

- Ou, Polialma, espero você dormir, fecho a casa, escrevo um poema, abro uma cerveja, ligo o gás, apago a luz, acendo um cigarro...

- E te encontro no inferno!

- Que é o lugar mais adequando para curtimos o nosso amorzinho infernal.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 03:36
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Sábado, 23 de Agosto de 2008
OLINDINA CRÉCIA

- Ah, Olindina Crécia, quantas palavras seriam necessárias para apaziguar o seu coração desiludido?

- Quais palavras?

- Que idioma?

- Que sotaque?

- Na orelha ou no espaço?

- À queima-roupa?

- De manhã?

- À tarde?

- À noite?

- Fortes ou suaves? Lentas ou rápidas? Românticas ou realistas? Emotivas ou racionais? Sérias ou alegres?

- O que faço?

- O que falo, Olindina, para tirar do fundo do seu peito triste um fiapo de esperança?

- Um abraço!

- Um sorriso!

- Um beijo na boca!
.
(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:10
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Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008
NAYELLE AMANA

- Ah, Nayelle Amana, sua ausência me cansa!

- Portas, janelas, telefone, e-mails, MSN, Orkut, bilhetes, telegramas, pombos-correio... sinais de fumaça.

- Vigio incansavelmente, dia e noite, todas as possibilidades de chegar até você.

- E suo frio, não durmo, não como, não penso... não trabalho!

- Você! Você! Você!

- Um martelo enorme dentro da minha cabeça!

- Um vazio!

- Uma saudade do seu cheiro!

- Uma ausência de vida, Nayelle, a cada amanhecer!

- Uma agonia!

- Um despeito!

- Um cansaço!

- Uma vontade de você!!!
.
(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
Post in Jampa/PB



Publicado por Antonio Medeiro às 08:25
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Amor de fato é pássaro, não carrapato.
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