Terça-feira, 7 de Outubro de 2008
HÁLIDA BELMINA

E vou lhe confessar uma coisa: você é a linda das lindas!

A minha Gisele Bündchen!

A minha Sharon Stone!

O meu docinho de coco, o meu xodozinho... o meu piteuzinho de camarão!

Sabe qual é a minha desesperada vontade?

Você já sabe!

Apertar você inteirinha: coxinhas, boquinha, bundinha, peitinhos... tudinho!

Ainda não esqueci a tapa, sua ingrata!

Mas eu não sossego!

Se eu posso desejar eu desejo!

Desejo não paga impostos!

E pode bater à vontade!

Quanto mais você bate, mais eu quero!

Eu sou um apaixonado muito sem-vergonha!

E cedo ou tarde você vai acabar descobrindo os meus encantos.

Nem que eu morra de tanto apanhar!

(...)

Bate, meu amor!!!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Música: Judia De Mim - Zeca Pagodinho

Publicado por Antonio Medeiro às 04:27
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Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008
GIELNA EDUARDA

Ah, Gielma Eduarda, graças a Deus o mundo não é mais o mesmo!

Mudanças de conceitos são essenciais.

Liberação feminina, opções sexuais abertas, relações bilaterais...

Tô gostando pra caralho do que 'cada um ama o que quer', 'cada um fode com quem pode'.

Quanto é que esse negócio legal vai passar perto de casa?

Para ver se saímos da idade da pedra para a idade dos metais.

Pra ver se ainda estamos vivos.

Se ainda somos homem&mulher.

Se nossas mutilações existenciais são reversíveis.

Ou se estamos eternamente condenados a nunca mais ter tesão.

Nem por Maria nem por João!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Música: A Noite Do Prazer - Cássia Eller&Ana Carolina

Publicado por Antonio Medeiro às 04:31
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Sábado, 4 de Outubro de 2008
EUZELÉZIA JANIRA

Ah, Euzelézia Janira, às vezes no quente da hora eu conto até 14 e fico te olhando!

Não sei se te esgano ou se te encosto na pia, arranco a tua calcinha com os dentes e te ferro ali mesmo.

Verdade seja dita: gostosa pra caralho tu és!

Geniosa, raivosa... e gostosa!

E que peitos, e que rabo, e que mulher!

E vivemos de arranca-rabos!

Pau daqui, pau dali, e rola pra lá, rola pra cá, beija, bate, chupa, arranha, beija, bate, esgana, chupa, trepa, arranha, esgana, trepa, beija, esgana, chupa, esgana, trepa, beija, arranha...

Tu não gostas que eu fale assim!

Mas como descrever a esbórnia que é o nosso dia-a-dia?

Como entender a relação de amor/ódio/tesão entre nós?

Como explicar que a cama é o nosso confessionário?

Como me convencer que eu sou igualzinho a você?

E gosto desta merda pra caralho!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Música: Da Cor Do Pecado - Teresa Valesca

Publicado por Antonio Medeiro às 05:36
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Domingo, 7 de Setembro de 2008
DIADELZIRA SILENE

 - Ah, Diadelzira Silene, bom mesmo é te botar de 4!

- De 14, de 24, 44.

- De 34, de 54, 64.

- Te deixar receptiva pro falo... de fato.

- Te agarrar feito um carrapato.

- Libertino, depravado, desavergonhado.

- Te abraçar apertado; te beijar o pescoço, a boca, os braços; enfiar a mão nos teus peitos; arrochar os meus nos teus quartos.

- Te fazer  de gato e sapato.

- Te jogar pra cima, te virar de lado, te aplicar o pulo-do-nove.

- E me lambuzar na farra de um 69.

- Até que do teu corpo, pelo meio das pernas, o gosto da tua alma eu prove.

- E comprove, Diadelzira, que a minha química contigo resolve!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Música: Je t'aime moi non plus - Serge Gainsbourg & Jane Bir

Publicado por Antonio Medeiro às 05:20
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Terça-feira, 2 de Setembro de 2008
YASMINA MADONNA

- Ah, Yasmina Madonna, eu sou tão louco, mas tão louco por você que eu tô louco... louquinho de dar dó!

- Louco, louco de pedra, louco de dar murro em ponta de faca, louco de carregar água em peneira, louco de fazer acordo com o diabo, louco de dar nó em pingo d'água, louco de sair pelado pela rua, louco de pular na frente de trem.

- Louco! Louco! Louco!

- O que é mais louco do que um homem louco por uma mulher?

- Louco pela alma, pelo corpo, pelo cheiro, pelo movimento, louquíssimo pela mulher - Yasmina -  que mora, e dança, e ri, e canta, e dorme por toda a extensão da minha loucura.

- Louco! Louco! Louco!

- Louco de não dormir, não comer, não pensar, não trabalhar, não respirar... não viver!

- Louco de subir no parapeito do 25º andar.

- E, como Anthony Quinn, dançar a trilha sonora de Zorba, o Grego...

- Com uma perna só!

- Gritando, feito um louco, o seu nome.

- E pronto, Yasmina, para alçar o maior vôo da minha vida!

- E sublimar minha loucura nos paralelepípedos da rua da cidade adormecida.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 02:58
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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008
XARITA LÉIA

- Ah, Xarita Léia, eu reconheço: mudei muito!

- Não sou nem sombra daquele homem romântico, apaixonado e dedicado a você 24 horas por dia.

- Concordo, tirei a máscara de 'homem apaixonado' e assumi a minha real personalidade: macho pra caralho!

- Comigo agora é assim: escreveu não leu, o pau comeu!

- Também pudera, Xarita!

- A primeira vez que a vi você era a mais angelical das criaturas de Deus.

- Nem pensar na serpente que tentou Eva, no Jardim do Éden, transfigurada em anjo.

- Que nos últimos 15 anos viveu enrolada no meu coração apaixonado... e cego.

- E me tentou de tal maneira que me fez cometer o maior de todos os pecados: desperdiçar a vida.

- E, de quebra, me fez engolir todos os sapos do mundo.

- Em silêncio!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 05:12
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Domingo, 31 de Agosto de 2008
WUAIRA CÉCILE

- Ah, Wuaira Cécile, quando te vi naquele vestido vermelho fiquei tonto!

- Tonto no sentido mais amplo da palavra: zonzo, aturdido, estonteado, atordoado, azoinado, zoina, idiota, aloucado... embriagado!

- Tomei logo 2 cachaças duplas e fiquei te olhando atravessar a rua.

- Falei alto, pra todo mundo escutar: aquela mulher já foi minha!

- Os olhos, o nariz, a boca, a língua, os seios, o coração, as mãos, o umbigo, as coxas, a bonitinha, a bundinha, o bonitinho, as pernas, os pezinhos... tudo meu!

- E continuei: me alimentei do desejo daquela boca, deslizei a língua naquela língua, me afoguei nas lágrimas daqueles olhos, chafurdei no meio daquelas pernas, me acabei na loucura daquela bundinha... me queimei no fogo daquele vulcão.

- E tomei mais 2 cachaças duplas.

- E me silenciei quando você dobrou a esquina.

- E mais 2 cachaças duplas.

- E, na minha cabeça, Wuaira, o vestido vermelho machucava as lembranças, vermelhava o pensamento.

- Pedi mais 2 cachaças e segredei ao garçom a necessidade de uma dose de veneno.

- E engoli as cachaças a seco, sem respirar.

- E a sua imagem se diluiu na névoa da minha apaixonada embriaguez.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 03:43
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Sábado, 30 de Agosto de 2008
VALDECIRA JULIANE

- Ah, Valdecira Juliane, para acalentar seu coração, em sinal de paz, trouxe-lhe uma rosa branca!

- Não está mais aqui quem chamou-lhe vaca.

- E perdôo-lhe pelo "fracassado".

- Que caralho tá havendo com as pessoas que ninguém mais se respeita?

- O amor nasce morto?

- Vende-se o amor nas prateleiras das lojas?

- Não pegamos mais na mão, não damos beijos de chegada, de partida... beijos de boa-noite!

- Não contamos mais estrelas, não elogiamos mais a lua... esquecemos os pores-do-sol!

- Não falamos mais "meu amor", "meu querido", minha querida"!

- Somos apenas pessoas tentando sobreviver diplomaticamente com nossos pares?

- O que vier é lucro?

- O resto é que se foda?

- Eu, Valdecira, quero confessar-lhe uma coisa: quero-lhe muitíssimo bem e tenho o maior prazer em ser seu companheiro... pro que der e vier!

- Mas não quero mais dormir com a faca embaixo do travesseiro.

- Nem fazer boletim de ocorrência em delegacia.

- Nem arrumar mala pra ir embora pelo menos 1 vez por mês.

- Eu peço arrego e vou hastear a bandeira branca no topo do meu coração cansado.

- E, esta noite, vou dormir com os 2 olhos bem fechados.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:24
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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008
UBELIZE SIMONE

- Ah, Ubelize Simone, eu queria ter 3 corações para lidar com a sua carência mórbida!

- Um poço sem fundo é o que você é.

- Nem palavras, nem gestos, nem silêncio... nada preenche a sua imensa necessidade de querer sempre mais.

- E mais, e mais, e mais!...

- Como uma terra seca, ávida por água, você foi sugando tudo ao seu redor.

- E foi desertificando o meu coração... o único que eu tinha.

- E estou exaurido!

- Não tenho mais de onde tirar sentimentos, olhares e afagos que lhe agradem.

- Não tenho mais como fazer você sorrir nem como fazer você me amar.

- Sou um homem de 1/2 idade, Ubelize, vazio de afeto!

- E não vejo mais sentido na sua tristeza invencível.

- No seu "você me ama?" sem sal.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:24
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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008
TIBURCIANE VALÉRIA

- Ah, Tiburciane Valéria, a coisa anda feia!

- Tô aqui a 4532 kms de distância de você e não há nada que eu faça que amenize o meu desespero.

- O hábito de dormir com a perna entre as suas pernas, com a cabeça nos seus seios, com a mão no seu vulcãozinho nervoso me tira o sono.

- Me dá olheiras e dores no braço tamanha a quantidade de punhetas que eu ando dedicando a você.

- E me dói a cabeça!

- Porque sei que você não é como eu e não fica perdendo tempo com estas porcariadas de sexo virtual.

- E parte logo pros finalmentes.

- E mata as suas saudades de mim  nos braços de quem quer que seja.

- E grita o meu nome pra amenizar a culpa.

- E continuar no dia seguinte, e no seguinte, e no seguinte...

- E eu, Tiburciane, aqui do alto da minha erótica solidão - e com os cornos doendo - abraço a sua fotografia e sonho que sou eu que estou no meio das suas pernas, com a cabeça nos seus seios, com o pau no seu vulcãozinho nervoso!

- E gemo o seu nome no silêncio da madrugada.

- Me encolho feito uma veadinho acuado.

- E ainda agradeço por você existir!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:11
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Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008
SETEMBRINA ABRIL

- Ah, Setembrina Abril, existe alguma coisa nova no ar!

- Suas asas estão cada vez mais leves.

- As minhas cada vez mais pesadas.

- Minha voz já não é mais tão ativa.

- E sinto que a minha presença não é mais tão importante.

- O que se passa?

- Não estou acostumado com mulheres autônomas... decididas!

- O que fazemos agora?

- Fico por baixo ou por cima?

- Faço o jantar ou cuido das crianças?

- Parece, Setembrina, que o meu mundo está desabando.

- Sou um rei sem súditos!

- Um rei fragilizado com uma panela da Tramontina nas mãos.

- Uma máquina da Brastemp cheia de roupas pra lavar.

- E com uma saudade danada do meu amorzinho de sempre.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:07
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Terça-feira, 26 de Agosto de 2008
RITHELMA LAVINA

- Ah, Rithelma Lavina, você é a minha flor!

- Minha queijadinha.

- O meu amor.

- O meu frisson.

- Mas Augusto João não pensa assim.

- Tô sabendo!

- O corno tá desconfiado!

- Deu de beber!

- De falar merda!

- Anda dizendo: mato um!

- Tomara que cometa suicídio!

- Tô desesperado!

- Porque você, Rithelma, é a medida exata da minha paixão.

- A flor metafórica do meu tesão.

- O espinho afiado da minha consumição.

- E se eu tiver que morrer, eu morro.

- E se eu tiver que matar, eu mato.

- E se eu tiver que sofrer, eu sofro.

- E seu eu tiver que esperar, eu espero.

- E não tô nem aí pra merda nenhuma.

- Tô cego, surdo e mudo.

- E na minha cabeça só você.

- E uma vontade danada de dar uma porrada em Augusto João pra ele deixar de ser besta.

- E sair do meu caminho!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:01
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Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008
QUERÊNCIA LISBELA

- Ah, Querência Lisbela, mágoas são como enxaquecas!

- Às vezes doem, às vezes não!

- Mas estão lá!

- Basta alimentá-las!

- Uma lembrança, um chocolate, uma palavra, uma salsicha... um isso, um aquilo.

- E explodem!

- E jogam na vala das fragilidades a auto-estima dos fortes, dos carentes, dos rejeitados, dos chorões de carteirinha, e dos que não vivem sem dores.

- E machucam os que se sentem injustiçados.

- E espancam os mal-amados e os eternos sofredores.

- E são muito bem definidas.

- Enxaquecas são dores amorfas: só doem!

- Mágoas são dores vivas: doem e gritam!

- E pulam, e choram e esperneiam e, às vezes, Querência, na calada da noite, sacam a navalha e partem pro revide!

- E cortam a garganta de quem as fabricou.

- E os próprios pulsos num impulso irresistível.

- E se vão com a alma lavada... com um sorriso levezinho nos lábios.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:00
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Domingo, 24 de Agosto de 2008
POLIALMA FLORINA

- Ah, Polialma Florina, nosso amor não tem mais aderência!

- Melancolia! Melancolia! Melancolia!

- Padeço de mortal melancolia na turbulência diária da nossa incompatibilidade.

- O furor das palavras, os olhares, as portas trancadas, a louça quebrada, os hematomas...

- E penso: pulo do barco, me debato nas águas revoltas das conseqüências e, com sorte, recompanho a minha vida.

- Com a cueca no corpo... que é o que resta da minha dignidade.

- Ou, Polialma, espero você dormir, fecho a casa, escrevo um poema, abro uma cerveja, ligo o gás, apago a luz, acendo um cigarro...

- E te encontro no inferno!

- Que é o lugar mais adequando para curtimos o nosso amorzinho infernal.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 03:36
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Sábado, 23 de Agosto de 2008
OLINDINA CRÉCIA

- Ah, Olindina Crécia, quantas palavras seriam necessárias para apaziguar o seu coração desiludido?

- Quais palavras?

- Que idioma?

- Que sotaque?

- Na orelha ou no espaço?

- À queima-roupa?

- De manhã?

- À tarde?

- À noite?

- Fortes ou suaves? Lentas ou rápidas? Românticas ou realistas? Emotivas ou racionais? Sérias ou alegres?

- O que faço?

- O que falo, Olindina, para tirar do fundo do seu peito triste um fiapo de esperança?

- Um abraço!

- Um sorriso!

- Um beijo na boca!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:10
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Sexta-feira, 22 de Agosto de 2008
NAYELLE AMANA

- Ah, Nayelle Amana, sua ausência me cansa!

- Portas, janelas, telefone, e-mails, MSN, Orkut, bilhetes, telegramas, pombos-correio... sinais de fumaça.

- Vigio incansavelmente, dia e noite, todas as possibilidades de chegar até você.

- E suo frio, não durmo, não como, não penso... não trabalho!

- Você! Você! Você!

- Um martelo enorme dentro da minha cabeça!

- Um vazio!

- Uma saudade do seu cheiro!

- Uma ausência de vida, Nayelle, a cada amanhecer!

- Uma agonia!

- Um despeito!

- Um cansaço!

- Uma vontade de você!!!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 08:25
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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008
MIRUELA CELITA

- Ah, Miruela Celita, eu vou lhe dar uma porrada que é pra você ficar esperta!

- Basta eu virar as costas pra você virar o cão.

- o cão não, uma cadela!

- Maquiagem, luzes, decote, minissaia... aquele seu sorriso sem-vergonha na cara.

- E rua!

- Pra baixo e pra cima com aquele seu ar de provocação, de oferecida, que eu conheço bem.

- Não passa nem perto daquela mulher recatada que vai comigo à missa aos domingos.

- Que só faz papai-e-mamãe.

- E nem faz um boquete decente.

- O que tá rolando, minha filha?

- Eu só tenho cara de corno?

- Ou sou!

- Eu vou lhe dar um ultimato: ou você toma jeito ou eu dou um jeito em você!

- Você, Miruela, é mulher e não entende estas coisas de virilidade, de auto-afirmação... de imagem!

- Você tá querendo queimar o meu filme?

- Eu lhe dou uma porrada bem no olho que é pra todo mundo ver que eu sou macho pra caralho.

- E tenho colhões!

- E estão revogadas as disposições em contrário!

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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 08:34
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008
KALIRA ROSE

- Ah, Kalira Rose, impossível recompor a nossa história!

- Bem que eu gostaria!

- Mas casais são fontes de mágoas, rancores... coisas mal resolvidas.

- Casais são aves caseiras.

- Perderam a capacidade de vôo.

- Casais são como répteis.

- Só se falam, de verdade, nas furnas do enfrentamento.

- Nos diários julgamentos das culpas.

- Na dor.

- Eu queria esquecer tudo.

- E queria recompor um pedacinho que fosse da nossa atribulada vida - coisas simples: a mão na mão, os olhos nos olhos, a palavra de carinho, os abraços ternos, os beijos ardentes... a libertina delícia dos nossos corpos em chama.

- Aquele nosso ficar deitados juntinhos, quietinhos observando pacientemente, à noite, a solidão das nossas vidas ir-se embora pela fresta da janela.

- Eu queria, Kalira, apagar os nossos erros e plantar em nossos olhos um brilho de felicidade!

- Uma pisca de consentimento!

- Um perdão!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 05:21
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Terça-feira, 19 de Agosto de 2008
LISCÍVIA MAYSA

- Ah, Liscívia Maysa, desde que te conheci fiquei encantado.

- Na minha cabeça: linda, maravilhosa, cabeça, uau, ímpar, segura, independente, etc, etc, etc...

- Na minha poesia: flor/amor//rosa/amorosa//paixão/coração//idolatrada/amada, etc/etc/etc...

- No meu dia-a-dia: 6 horas/saudade, 10 horas/falta, 14 horas/demora, 18 horas/agora.

- À noite: vira, revira, desvira, pau/pau/pau, sua, deita, levanta, pau/pau/pau, dorme, acorda, dorme, acorda, pau/pau/pau, pelada, pelada, pelada, pau/pau/pau, banho, banho, banho, pau/pau/pau.

- De manhã: zumbi.

- E saio pra rua, você a tiracolo, cheio de rompante, orgulho... importante.

- E os amigos, bem eu não entendi qual é a dos meus amigos.

- Me perguntaram se você é o amorzinho que eu tenho cantado em verso e prosa.

- Se é o amorzinho Deus no céu, o amorzinho na terra.

- Respondi que sim.

- Um olhou para o outro... surpresos.

- Pareciam que não sabiam do que eu estava falando.

- Vai ver não conseguiram captar com os meus olhos a sua beleza interior.

- Nem os seus peitos miúdos, a sua bundinha fantástica. a sua boca promíscua e as suas coxas...

- Ah, as coxas, Liscívia!

- É aí que eles não enxergam!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:28
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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008
JAVIÉNE DARLISE

- Ah, Javiéne Darlise, um silêncio vale mais que 1000 palavras.

- Eu sei porque já pratiquei  muitos silêncios.

- Já fiz grandes discursos de silêncios e arranquei lágrimas de dor,  desespero... e angústia.

- Como agora.

- Você no palanque da sua arrogância empunhando um silêncio afiado.

- Eu, ajoelhado a seus pés - capacho - com a sua calcinha na mão, olhando esfomeado a sua melhor porção.

- E você, oradora hábil, afasta com três olhares de silêncio a minha tentativa inútil de ter você nos meus braços.

- E no seu 30º dia de silêncio sou apenas um homem queimando em febre.

- Perfurado no corpo e na alma pelas farpas do seu silêncio homicida.

- Que se acaba, Javiéne, nas noites de solidão sem fim em 1000 punhetas desaforadas.

- E um sofrerzinho de abandono.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 05:03
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Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008
GILMA ELISA

- Ah, Gilma Elisa, bom mesmo era nos tempos em que éramos lagartixas!

- Que deslizávamos pela cama, pelo chão, subíamos pelas paredes e grudávamos no teto, por horas e horas, um enrolado no outro, num encantamento libidinoso.

- E descíamos novamente pelas paredes, e começávamos de novo, e saíamos do quarto, rolávamos pelas escadas, engatinhávamos pelas ruas, e amanhecíamos - simbiose humana - nos braços do sol que nascia no horizonte das nossas vidas libertas.

- E, naqueles tempos, perdíamos partes e partes e elas teimosamente renasciam num eterno doer e desdoer.

- E éramos plenos!

- E não éramos sós!

- Éramos nós!

- Éramos dois agrupados num só corpo, numa só alma, num só ritual.

- O ritual puro e belo da vida... a liberdade sem fronteiras.

- O amor sem hora pra sair, sem hora pra chegar.

- O amor que ama, respeita, multiplica... soma!

- O amor, Gilma, que gostava de ser feliz... e deixava ser feliz.

- E era!
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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008
FAMÉLIA BIANCA

- Ah, Famélia Bianca, eu vou rasgar o verbo!

- Chega de enrolação!

- Mulher, você pensa que eu não saco qual é a sua?

- Deixa de ser dissimulada, cara-de-pau, sacana!

- Você é o antro do fingimento!

- Você é a maior artista que eu conheci até hoje.

- Você, nos últimos 5 anos simulou - contados na ponta dos dedos - 4533 orgasmos e me culpou pelos outros 1239 que você simulou não ter.

- Mas e com Leviano Augusto, como é que é?

- Pensa que eu também não estou sabendo?

- Com você, Famélia, a partir de hoje, só por trás... 3 vezes ao dia!

- Não é o que você gosta de fazer comigo?
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 04:14
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Sábado, 2 de Agosto de 2008
TANIEVE MARLENE

- Ah, Tanieve Marlene, aquela melada de cueca/calcinha - a primeira - na parede do metrô da Sé foi foda!

- Aquela noite dividiu a minha vida em 2 épocas distintas: antes da melada da cueca/calcinha, depois da melada da cueca/calcinha.

- Não sei, alguma coisa mudou no meu conceito de tesão!

- Eu não tinha mais um pau!

- Naquela noite eu coloquei um vulcão incandescente - você - dentro da cueca.

- Eu era o fálico pico, você a fervente boca do nosso vulcão em chamas.

- E as nossas erupções intermináveis incendiaram as madrugadas insones de São Paulo.

- E nem os bombeiros, Tanieve, com suas máquinas possantes apagaram o fogo da nossa paixão incendiária!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 05:54
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Quarta-feira, 30 de Julho de 2008
QUASÍMODA MASSAFERA

- Ah, Quasímoda Massafera, hoje eu me toquei... e deu dó!

- Lembrei-me de quando te conheci: cabelos esvoaçantes - da hora, pele de maçã, lábios de seda, mãos de fada, peitinhos empinados, barriguinha côncava, bundinha dura, coxas... meu Deus, aquelas coxas, aquelas panturrilhas... aqueles pezinhos!

- Hoje de manhã, no tanque - caralho!

- Já vi sapo se transformar em príncipe, rã se transformar em princesa, mas nunca tinha visto uma deusa se transformar numa piniqueira.

- Puta que o pariu, a consciência bateu pesada!

- Tudo culpa minha!

- Eu deveria ter te proibido de me amar.

- Eu sou um egocentrista destruidor de belezas

- Você nem acabou de ficar feia e já tô de olho em Rielma Estelle: ah, aqueles cabelos esvoaçantes - da hora, pele de maçã, lábios de seda, mãos de fada, peitinhos empinados, barriguinha côncava, bundinha dura, coxas... meu Deus, aquelas coxas!, aquelas panturrilhas... aqueles pezinhos!

- Eu, Quasímoda,  sou um monstro tarado por mulheres lindas.

- Eu não presto!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 06:59
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Segunda-feira, 28 de Julho de 2008
OBELIZA JATIENNE

- Ah, Obeliza Jatienne, o mundo já foi das fêmeas, dos machos, das fêmeas, dos machos... historicamente falando.

- Hoje, em parte, o mundo é dos machos/fêmeas, das fêmeas/machos... graças a Deus!

- Dividir responsabilidades, ser duplamente filhos-da-puta é o grande barato! 
- Eu quero, Obeliza, me incorporar a você e quero que você se incorpore a mim.

- E quero realizar o meu grande sonho: euvocê, vocêeu.... os direitos extremamente iguais.

- Que o mundo do macho e da fêmea se dilua no nosso incorporar-se.

- E que os papéis se invertam e se revertam.

- Ai, só por desaforo, vou chamar você pra discutir a nossa relação.

- Só pra ver você suar frio.

- E sentir na pele o que é explicar o inexplicável.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 10:48
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Domingo, 27 de Julho de 2008
NIELINA LEANDRA

- Ah, Nielina Leandra, quando eu era adolescente, me lembro, fiz um poema pra você!

- Juvenil, brega... apaixonado!

- Assim: Nielina, Nielina, quando você crescer vai ser minha menina!

- Não foi um poema!

- Foi uma praga!

- Sobrou!

- Caralho, eu queria que você fosse minha menina inocente e linda!

- Não a minha sina!

- De viver eternamente de Aspirina.

- Minha dor de cabeça... Nielina!
.
(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 07:02
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Sábado, 26 de Julho de 2008
MAIARA MAÍRA

- Ah, Maiara Maíra, você precisa dar um novo rumo à sua vida.

- A sua vida é muito pequena!

- Sua vida é o resumo da minha vida.

- E eu não sou lá essas coisas todas.

- Eu sou apenas mais um idiota metido a imbecil.

- Um tolo que cumpre à risca o seu papel de macho.

- Um hipócrita, eu juro, que não está nem aí pra você!

- Você tem o direito de ser feliz... de ser plena!

- E eu, Maiara, sou o espinho que tortura o seu coração derrotado.

- O seu coração apaixonado.

- Por mim!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 05:15
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Sexta-feira, 25 de Julho de 2008
LIAURA ANGELINE

- Ah, Liaura Angeline, bom mesmo seria se conciliássemos o nosso amor por nós mesmos e o nosso amor pelo outro!

- Se chegássemos a um acordo em relação aos nossos dois desejos: o nosso viver juntos e a nossa liberdade individual.

- Se eu adaptasse a minha dualidade à sua, e vice-versa.

- Se caminhássemos de mãos dadas rumo à luz do sol... à vermelhidão dos arrebóis.

- Se fôssemos pássaros aprendendo e dividindo as experiências dos pequenos vôos.

- Se conseguíssimos fazer da nossa relação um ideal das nossas vidas e não uma obrigação entediante e mórbida.

- Bom mesmo, Liaura, seria se fôssemos felizes sendo duas pessoas diferentes!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 07:57
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Quarta-feira, 30 de Abril de 2008
NIRLEIDE IZABELA

- Ah, Nirleide Izabela, aos poucos vou quase te compreendendo.

- Você é mulher de poucas palavras... muitos silêncios.

- Observa o mundo de cima, com teu senso crítico, e não há nada no mundo que mude a tua postura sobre um determinado assunto.

- Vivo sob o crivo dos teus pontos de vista de silêncio.

- Queria, Nirleide, que você -  por um segundo -  me pensasse como o teu amor - o cara com quem você dorme e paga dívidas de cartão de crédito há trocentos anos.

- Segura a onda e fale alguma coisa pelo menos uma vez - quem sabe da tua boca sem vida possa nascer um girassol enternecido.
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 07:08
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Segunda-feira, 28 de Abril de 2008
DIADORINDA JOÉSIA

- Ah, Diadorinda Joésia, pelo amor de Deus, mulhé - dá um desconto!

- Você vem ao parque de diversão, sobe na roda-gigante com aquele corno do Otoniel Maurício, desce com o pescoço todo chupado e ainda vem me encher o saco porque estou de conversê com Estelofânia Mercedes?

- Saia do meu pé, Diadorinda, a partir de hoje somos um casal moderno!

- Tu fode pra lá, eu fodo pra cá; se sobrar tempo a gente se encontra no café da manhã... e transa um bom-dia!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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Publicado por Antonio Medeiro às 06:51
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Sábado, 15 de Março de 2008
VANDERLISE LUIZA

- Ah, Vanderlise Luiza, pára de freqüentar encruzilhadas!

- Já bebi cachaça batizada pelo não sei quem!

- Tomei café coado na calcinha!

- Chá com pêlo de morcego!

- Ah, Vanderlise, por que você fica insistindo no óbvio?

- Você é minha dona... e pronto!!!
.
(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
Post in João Pessoa/PB



Publicado por Antonio Medeiro às 06:27
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Amor de fato é pássaro, não carrapato.
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